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terça-feira, 21 de outubro de 2014

DEPUTADO FERNANDO MINEIRO LAMENTA FIM MELANCÔLICO DA CARREIRA DE HENRIQUE

O nível a que caiu a campanha do candidato Henrique Alves (PMDB) é reflexo do desespero com a iminente derrota, analisa do deputado estadual reeleito Fernando Mineiro (PT). Segundo ele, a estratégia de marketing que tentou mostrar um Henrique "amadurecido" que iria fazer uma campanha de alto nível e propositiva, ruiu, e agora mostra a verdadeira marca de Henrique. "É uma pena que a aposentadoria de Henrique, depois de 44 anos de vida pública, se dê dessa maneira". Para o deputado petista, tal fato é mais uma mancha na história política do candidato. 
O petista lembra que os dois candidatos trabalham com pesquisas internas, que não são divulgadas. O candidato pmdbista sabe que a situação está ruim. "O índice do instituto do desespero é o da baixaria. Quanto mais perde votos, mais baixo é o nível da campanha".
Outro erro de marketing da campanha de Henrique, segundo Mineiro, é tentar associar Robinson ao governo Rosalba. "Henrique é mais ligado à Rosalba do que Robinson. Robinson rompeu com 8 meses de governo e foi para oposição. Henrique ficou 3 anos com Rosalba. O impeachment de Rosalba não saiu graças ao PMDB, que não deixou".
Mineiro encerrou chamando a atenção para o fato do RN ainda ser muito atrasado na política. "O RN é o único estado que ainda é comandado pelos mesmos grupos políticos que estavam no poder na redemocratização do Brasil".

HENRIQUE BAIXA O NÍVEL. JUSTIÇA PUNE

Juiz ainda chama atenção para o fato de "quem não consegue administrar o próprio nível de suas campanhas, talvez não tenha condições de administrar o Estado"

Tentaram mostrar um Henrique "amadurecido".
A máscara caiu e agora é só baixaria
As informações inverídicas, difamatórias e injuriosas divulgadas pelo candidato do acordão, Henrique Alves foram criticadas pela Justiça Eleitoral em decisão que concede direito de resposta na propaganda eleitoral em mais de 3 minutos a favor de Robinson. Na decisão, o juiz Cícero Martins de Macedo Filho critica a postura do candidato Henrique Alves. “Não descarto, também, que haja responsabilidade dos candidatos na divulgação de certas propagandas, pois é difícil acreditar que não possam, também, administrar o próprio marketing de suas campanhas. Não custa lembrar que pode passar também na cabeça dos eleitores a ideia de que quem não consegue administrar o próprio nível de suas campanhas talvez não tenha condições de administrar o Estado”.


Cícero também classifica a inserção de Henrique como “a inverdade contida na propaganda, que busca passar, com informações distorcidas, uma imagem negativa e maculadora da honra e imagem do candidato Robinson Faria”.



A decisão da Justiça Eleitoral determina o direito de resposta baseado no artigo 58 da Lei nº 9.504/97 e punição com multa de R$ 50 mil caso a coligação União Pela Mudança insista em divulgar novamente a propaganda mentirosa.



A justiça eleitoral esclarece os fatos sobre os apartamentos adquiridos através de transação comercial que obedece a regras do mercado imobiliário. “Portanto, o Sr. Robinson Faria recebeu os apartamentos no referido Condomínio Residencial Jangadas, em Parnamirim, através de um negócio jurídico legítimo, legal e público, sem ter obtido tais unidades por meio de influência no Programa Minha Casa Minha Vida, como procurar fazer crer a propaganda impugnada”, destaca o juiz em sua sentença.



Na decisão, o juiz afirma a verdade dos fatos sobre a responsabilidade no pagamento das taxas de condomínio. “Quanto ao valor das taxas de condomínio em atraso, o representante fez juntar o termo de acordo extrajudicial celebrado entre o Condomínio Residencial Jangadas e Caravelas, o Sr. Robinson Faria, e como interveniente a MRV Engenharia e Participações S/A, no qual está ultima de declara como responsável pelo pagamento dos débitos condominiais em aberto, reconhecendo a dívida, que na verdade, segundo referido documento, é de R$ 141.638,65, em valores de 20 de agosto de 2014, data em que o acordo extrajudicial foi celebrado. Os documentos acostados desmentem claramente o que foi afirmado na propaganda veiculada”.



Depois, o juiz Cícero Martins conclui a decisão afirmando “O Tribunal Superior Eleitoral, em decisões da semana passada e desta semana, decidiu abolir a baixaria, as mentiras, as inverdades, nas propagandas eleitorais no rádio e na televisão, prestigiando o debate de idéias e propostas, que é o mínimo que os eleitores esperam dos seus candidatos, varrendo para o esgoto o lixo derramado através da propaganda e que só serve para desabonar e desconstruir a democracia, a cidadania e a honra das pessoas.Realmente, esta parece ser a melhor hora para abolir para sempre tais práticas. Pois o povo brasileiro e, particularmente, o honrado povo potiguar, não merecem tal desrespeito”.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

ZÉ DA CAÇAMBA CONFIRMA: É ROBINSON GOVERNADOR

Zé da Caçamba reafirma que vota 55
O vereador José Soares de Araújo, mais conhecido como Zé da Caçamba, conversou com o blog e dirimiu qualquer dúvida que houvesse em torno do seu apoio neste segundo turno para a eleição do próximo governador do estado. "Eu voto em Robinson. Estou com ele desde o primeiro turno e seria uma falta de vergonha minha se eu mudasse agora. Fiquei com Robinson por causa do vice, Fábio Dantas, que desde quando ele é deputado, me da todo apoio no meu trabalho com o povo".
A dúvida surgiu desde quando o grupo da prefeita Robenice Ribeiro anunciou seu apoio à candidatura de Robinson. Como Zé sempre declara que onde Chagas Ribeiro está, ele não fica, criou-se todo este suspense em torno da sua posição.
"Conversei com Fábio e ele me disse que o compromisso é entre eu e ele. Quem veio depois que mostre resultado. A nossa parte (se referindo a ele e o PT), já fizemos".
Robinson Faria agora conta com o apoio das forças políticas mais expressivas de São Pedro. Além de Zé da Caçamba, do PT e do grupo do suplente de vereador Florêncio, aderiram ao candidato do PSD neste segundo turno, o ex-prefeito João de Deus (PSB) e a prefeita Robenice (PR) com seu marido, Chagas Ribeiro. Com isso, dos 9 vereadores, 7 estão com Robinson. Apenas uma parte do PMDB continua apoiando a candidatura de Henrique.

PESQUISA DO IBOPE REGISTRADA

O Ibope registrou mais uma pesquisa eleitoral para ser divulgada sobre o pleito do Rio Grande do Norte. Com o número 046/2014, os números do Ibope serão publicados na sexta-feira, a 48 horas do pleito. A pesquisa foi encomendada pela InterTV Cabugi, afiliada da Rede Globo, e custou 50.327,76 .Serão feitas 812 entrevistas, que começaram ontem e serão concluídas na mesma sexta-feira.

Fonte: Blog do Robson Pires

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

ROBENICE AGORA É ROBINSON


A prefeita Robenice Ribeiro (PR) deverá anunciar aos seus correligionários que a partir de agora o seu apoio e do grupo político ao qual encabeça, será para Robinson Faria (PSD) para o governo do estado. Robenice apoiou no primeiro turno o candidato Henrique Alves (PMDB) que mesmo fazendo uma super coligação, não conseguiu vencer a disputa logo na primeira fase da eleição.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

IBOPE: ROBINSON 54%, HENRIQUE 46%

Do G1 RN

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (15) aponta os seguintes percentuais de votos válidos na corrida para o governo do Rio Grande do Norte:
Robinson Faria (PSD) - 54%
Henrique Eduardo Alves (PMDB) - 46%
Votos totais
Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada são:
- Robinson Faria (PSD): 45%
- Henrique Eduardo Alves (PMDB): 38%
- Branco/nulo: 12%
- Não sabe/não respondeu: 5%

Para presidência, pesquisa nacional do Datafolha aponta empate técnico:
Aécio 51%
Dilma 49%

"Se Henrique teve força para mudar os números para o Senado, não teria também para mudar os do Governo, que ele tem muito mais interesse?"

Abre Aspas com Túlio Lemos

Segundo pessoas próximas a Wilma de Faria, o Ibope teria manipulado a pesquisa para o Senado no início da semana da eleição, quando apresentou empate literal entre Wilma e Fátima, ambas com 35%. Sherloquinho afirma que Wilma pressionou Henrique para não divulgar a realidade, que acabaria com sua candidatura. Henrique teria acionado seu prestígio e o Ibope divulgou o empate.

DÚVIDA
O questionamento que se faz, diante de tantas dúvidas, suspeitas e silêncio do instituto, é: Se Henrique teve força para mudar os números para o Senado, não teria também para mudar os do Governo, que ele tem muito mais interesse? Com a palavra, o Ibope.
DERROTA
O sogro de Henrique Alves, jornalista Cassiano Arruda Câmara, disse hoje que Wilma não pode alegar falta de estrutura como motivo que justifique sua derrota para Fátima Bezerra. O pai de Laurita argumenta que a mãe de Lauro teve “a maior estrutura montada em favor de qualquer candidato ao Senado desde a redemocratização”.
ABANDONADO
O deputado reeleito José Adécio disse que está feliz pela vitória, mas relembra que foi abandonado pela cúpula de sua coligação e confirma o fato de que Henrique foi a Pedro Avelino pedir votos para o tio Agnelo, contra ele, que vestiu a camisa em nome da lealdade partidária.
VITÓRIA
Segundo José Adécio, Henrique ganhou a eleição em todos os municípios em que ele apoiou; mas isso não foi suficiente para evitar que o candidato fosse a Pedro Avelino tentar lhe derrotar em sua terra Natal. Além disso, houve também perseguição ao deputado do DEM, que teve seu programa eleitoral boicotado pela cúpula, que não ajudou em nada na campanha.
PERSEGUIÇÃO
Além da perseguição em relação ao programa eleitoral, José Adécio também foi discriminado em relação ao dia da eleição. Uma nora do parlamentar, que é advogada, foi escalada para atuar em Sítio Novo, quando o pedido era para desempenhar a função em Pedro Avelino, situação só revertida após muita confusão.
MURO
José Adécio diz que manteve a coerência partidária até o último dia, apesar de perseguição e tratamento desrespeitoso: “Agradeço meu mandato somente a Deus e aos meus eleitores. Estou decepcionado com o que aconteceu comigo. Vou conversar com meus amigos e tomar uma posição, porque nunca fiquei em cima do muro. Essa é minha marca”.
REUNIÃO
Enquanto o deputado José Adécio estava aborrecido com o desprezo dado pela campanha de Henrique a sua candidatura, o candidato foi a Afonso Bezerra, uma de suas bases, fazer comício na noite de ontem e o marido de Neide Suely só foi avisado de última hora, inviabilizando sua presença no local. A tradicional rixa dos Alves com Adécio não foi superada, mesmo o deputado de Pedro Avelino tendo sido correto com o filho de Aluízio.
APOSTA
O deputado Agnelo Alves, que havia cantado a vitória de Henrique no primeiro turno do pleito, diz hoje, em seu artigo na Tribuna, que está muito difícil encontrar apostador sobre quem será o futuro governador do RN: “Não encontrarão apostadores nem de brincadeira”, disse o tio de Henrique.
USO DA MÁQUINA
A revista Istoé, publicou nota em que acusa o candidato ao Governo do RN, Henrique Alves, de usar dinheiro público na campanha eleitoral potiguar. A nota diz que Henrique pede ressarcimento de uma nota de combustível no valor de R$ 7 mil referente a mais de 500 litros de gasolina comum e 900 litros de óleo, combustível usado no abastecimento dos carros da equipe do parlamentar.
REEMBOLSO
A revista também reforça que Henrique está fazendo campanha eleitoral com dinheiro do contribuinte, pois o combustível deveria ser usado para atividade parlamentar e, durante o mês de setembro, a Câmara ficou parada, mas Henrique rodou bastante.
FORÇA
De acordo com Sherloquinho, o deputado Vivaldo Costa estava de malas prontas para apoiar a candidatura de Robinson Faria no segundo turno. Uma conversa particular teria barrado a mudança. Vivaldo teria conversado com Henrique, que lhe prometeu usar força política e prestígio para cassar o mandato do deputado recém eleito, Souza, ex-prefeito de Areia Branca. Com a promessa, segundo Sherloquinho, o ‘Papa’ do Seridó desistiu da adesão e continuou apoiando Henrique.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

JOÃO DE DEUS AGORA ESTÁ COM ROBINSON

robinson sao pedro
João de Deus agora está com Robinson
Depois de apostar na vitória de Henrique e Wilma no 1° turno, o ex-prefeito João de Deus assume o apoio a candidatura de Robinson no 2º turno da eleição. 
A mudança não foi muito bem explicada, mas sinaliza que este fenômeno deve estar se repetindo em outros municípios do estado, ou seja, lideranças que antes apoiavam Henrique, agora estão embarcando na outra candidatura. 
Como muitos observadores previam, as chances de Henrique vencer eram concentradas todas no 1º turno. Com um grande leque de alianças que incluía adversários nos municípios do interior, seria difícil Henrique manter a frágil cola que uniam políticos com longo histórico de disputas.
A expectativa agora é saber se a prefeita Robenice também seguirá o mesmo caminho, continuará com o apoio à Henrique, ou simplesmente ficará neutra.  

AS ELEIÇÕES EM SÃO PEDRO

Passados 3 dias das eleições, o assunto ainda está em alta nas rodas de conversa entre amigos. Não só porque a "guerra" ainda perdura na disputa pela presidência e o governo do estado, mas pelos números que saíram das urnas no domingo. Surpresas e decepções recheiam o cardápio de especulações sobre o quadro eleitoral, não só de hoje, mas de agora até as eleições municipais de 2016, o grande foco de todos, políticos e eleitores.
Números para o governo não surpreendem
Henrique e Robinson 
Os números obtidos pelos principais candidatos ao governo, Henrique e Robinson, não surpreenderam. Esperava-se a vitória do pmdebista, que contava com o apoio dos dois atuais grupos políticos locais. 
Os números de Robinson até surpreenderam, já que não contava com nenhuma estrutura física ou financeira para lhe dar suporte no município. Com poucas lideranças em defesa do seu nome, dentre elas o vereador Zé da Caçamba (PMDB), os ex-vereadores Raimundo Baier (PT) e Florêncio (PR) e o pretenso candidato à prefeitura, Fortaleza (PT), Robinson obteve mais de um terço dos votos. 
Para o Senado, podia ser uma ou outra
As candidatas Fátima Bezerra (PT) e Wilma de Faria (PSB) tinham chances iguais de vencer em São Pedro, mas como em todo o estado, Fátima também saiu vitoriosa por aqui. Além do grupo que apoiava Robinson, Fátima ainda contou com o apoio do PMDB local. Wilma teve o apoio do grupo da atual prefeita, Robenice, e do ex-prefeito João de Deus. 
Porém, fortes denúncias de corrupção em sua gestão à frente do executivo estadual, além de promessas não cumpridas, como a abertura do hospital da cidade, tornaram-na uma candidata "pesada" de se carregar até as urnas.
Surpresas
A votação dos candidatos da prefeita Robenice (PR) não surpreenderam. Drª Zenaide (34% dos votos) e Gustavo de Carvalho (19 %) receberam o prometido pela prefeita e foram os primeiros colocados. A surpresa ficou por conta da votação de Kelps Lima, apoiado pelo vice-prefeito Serrinha e pelo vereador Dedé de Titico. Sob a liderança dos dois, Kelps foi o segundo estadual mais votado, obtendo quase 13% dos votos. Logo em seguida, veio mais um do grupo da situação. José Adécio (DEM), apoiado pelo ex-prefeito João de Deus, obteve 10% dos votos. 
Decepções
Esperava-se mais de Cristiane Dantas (PC do B), que era apoiada por Zé da Caçamba, mas ela só ficou com pouco mais de 8% dos votos, um voto atrás da desconhecida Laura Helena (PPS) que foi a quinta mais votada em São Pedro.  
A grande decepção mesmo, foi sem dúvida a votação de Ezequiel Ferreira (PMDB). Ele contava com o apoio das principais "estrelas" do PMDB em São Pedro, com exceção de Zé da Caçamba. 
Liegy, candidata à prefeita em 2010, Janilson, seu companheiro de chapa, Ilden Rocha, ex-vereador e presidente do diretório, além de outros candidatos a vereador nas últimas eleições, emprestaram todo o seu prestígio para um pífia votação. Foram exatos 284 votos (5,94%). 
Raimundo Fernandes não contou nesta eleição com o apoio de José Adailson, presidente da Câmara, que junto com o ex-vereador Mamédio lhe davam expressivas votações. Mamédio e seu filho, o vereador Cicinho, ainda conseguiram 231 votos que ajudaram à reeleger o "decano" da assembléia do RN.

"QUADRO É ADVERSO PARA HENRIQUE NO 2º TURNO"

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João Evangelista analisa eleição do RN
De "O Jornal de Hoje"
O cientista político João Emanoel Evangelista, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), avalia que, no segundo turno da disputa eleitoral pelo governo do Rio Grande do Norte, o quadro é adverso para o atual presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, candidato do PMDB, sendo, portanto, favorável ao candidato do PSD, Robinson Faria, que, na sua visão, reúne as melhores condições de se eleger governador no pleito deste ano. Diferentemente das análises que atribuem exclusivamente ao desempenho do candidato do PSOL, Robério Paulino, a realização da eleição em dois turnos, Evangelista destaca a votação de Robinson no primeiro turno como excepcional, diante do gigantismo político e estrutural da campanha de Henrique.
Henrique teve 702.196 votos, contra 623.614 de Robinson. No total, o peemedebista somou apenas 4% de votos a mais que Robinson – percentual muito pequeno. No percentual dos eleitores que compareceram às urnas, Henrique teve 36,29% dos votos, contra 32,23% de Robinson. “Acho que Robinson teve um desempenho muito positivo. Robinson, com todas as dificuldades, poucos apoios políticos locais e toda a fragilidade financeira, teve uma votação espetacular para o contexto”, analisa Evangelista.
Apesar do bom desempenho eleitoral de Robinson, Evangelista considera fundamental a votação de Robério para o quadro de segundo turno. O candidato do PSOL somou 129.616 votos, ou 6,70% dos votos dos eleitores que compareceram às urnas. Na visão do cientista político, o destino dos votos de Paulino será decisivo no segundo turno. “Uma parte desses votos tende a aumentar a abstenção, em geral acontece assim no segundo turno. E o que sobrar de Robério provavelmente vai para Robinson”, diz.
A avaliação de Evangelista se baseia em dados de pesquisas divulgadas no primeiro turno que mostram que os eleitores indecisos têm maior rejeição a Henrique. “Além disso, vi diversos casos de eleitores que manifestaram que iriam votar em Robério no primeiro turno e em Robinson no segundo. Claro que são manifestações individuais, não posso precisar o montante de eleitores com esse perfil. Mas, minha impressão é que uma parte desses votos de Robério tende a ir para Robinson. Mais do que para Henrique”, declara.
Na visão do professor, o debate agora “é saber se esse percentual será suficiente para Robinson virar, ou não”, já que, pela votação em primeiro turno, Henrique venceu o pleito com mais de 70 mil votos a mais que Robinson. “É outra discussão. Mas eu diria que o quadro é mais adverso para Henrique que para Robinson”, afirmou.
ESTRATÉGIA FALHA
Na visão do cientista político, o quadro também tende a ser adverso para Henrique no segundo turno porque a estratégia eleitoral do peemedebista foi totalmente construída em cima da possibilidade de vitória no primeiro turno. “Com um amplo leque de alianças, com praticamente todas as forças políticas do Estado, a estratégia de Henrique era ganhar no primeiro turno. Como não ganhou no primeiro turno, corre risco grande de que tenha um resultado adverso no segundo”, alerta.
Além disso, a estratégia dos “acordinhos municipais”, costurados por Henrique com governistas e oposicionistas nos municípios, falhou, já que o povo dificilmente acompanha os líderes locais no voto majoritário para governador, senador e presidente da República. “Eu sempre dizia que Henrique tinha algumas dificuldades. A primeira é a rejeição ao nome dele, que é histórica na disputa majoritária. A segunda é que a aliança dele não levou em consideração a dinâmica política local nas pequenas cidades”.
Evangelista explica que nos municípios, quando se trata de voto majoritário, as lideranças não têm o controle absoluto sobre o voto do eleitor. “São duas facções que se digladiam de forma constante, porque as eleições ocorrem de dois em dois anos. Aí juntar partes, que são adversárias, no mesmo palanque, para parte do eleitorado era inadmissível. Por isso que, em que pese essa aliança, em muitos municípios terminou com o voto majoritário em Robinson”.
“Acordinhos de Henrique falharam nos municípios”
Classificado de “acordinhos municipais” pelo candidato Robinson Faria, em referência ao que chamou de “acordão de Henrique” -, a tentativa de reunir adversários municipais em palanque único pró-Henrique falhou em grandes colégios eleitorais, como Mossoró, Pau dos Ferros, Assu, Parnamirim e outros. Em Mossoró, contando com a maioria das lideranças locais, Henrique perdeu por diferença superior a 20 mil votos para Robinson. Além disso, na capital do Oeste, os candidatos a deputado estadual e federal do chamado “acordão” perderam a eleição, a exemplo dos deputados Sandra Rosado (PSB), Leonardo Nogueira (DEM) e Larissa Rosado (PSB), integrantes do arco de aliança a favor de Henrique, que não conseguiram se reeleger. A ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB), que disputou uma vaga de deputada federal, teve votação pífia. Em Pau dos Ferros, Henrique reuniu o grupo do deputado Getúlio Rego (DEM) e o do ex-deputado Elias Fernandes (PMDB), tradicionais rivais. Mas lá, Robinson também venceu.
Evangelista diz que o fenômeno da rebeldia dos eleitores, que não seguiram majoritariamente seus líderes nesses municípios, favorecendo Robinson, aconteceu porque a liderança local não tem o controle sobre o voto majoritário, principalmente para presidente, senador e governador. “Esse controle é exercido melhor nos votos de deputado federal e estadual, que é o voto que assegura a sobrevivência política, seja do prefeito ou do vereador na eleição seguinte”, diz, acrescentando que a manutenção da liderança e a fidelidade é o que assegura a reeleição dos políticos, de um lado e de outro. “As lideranças locais têm controle efetivo apenas dos votos de deputado federal e estadual. Porque o voto do eleitor tem gradação de liberdade, ou autonomia. Atende ao apelo do líder local para os candidatos a deputado federal e estadual, até para não obstruir os canais de comunicação quando precisa da atenção da prefeitura ou da política assistencial feita pelos vereadores. Mas, o voto majoritário, o eleitor tem relativa autonomia, define como quer”.